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Indie Bruz On quarta-feira, 27 de maio de 2015

— Aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades. Com isso, sentem-se menos monstruosos. Quando se embriagam, são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha, matar a machadas uma raposa pega numa armadilha ou ferir com flechas o último unicórnio do mundo. Nessas horas, gostam de pensar que Moahir, que adentra suas choupanas de madrugada, é muito mais monstruosa do que eles. Aí, ficam com o coração mais leve e acham mais fácil tocar a vida adiante. (Pág. 196)



O Último Desejo - Andrzej Sapkowski

Sinopse 
Geralt de Rívia é um bruxo sagaz e habilidoso. Um assassino impiedoso e de sangue-frio, treinado desde a infância para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons...
Lançamento: 2011
Páginas: 318

É tudo interessante por conta da maneira como o autor construiu o mundo e os temas abordados nas tramas. Sapkowski tomou como inspiração as histórias de fantasia que estamos acostumados, adicionou um bocado de mitologia eslava e inverteu alguns papéis: criaturas pavorosas nem sempre são os vilões e humanos de aparência inocente não são necessariamente bons — me surpreendi o tempo todo com as várias reviravoltas. Ele também faz releituras de algumas fábulas conhecidas como “A Bela e a Fera” e “Branca de Neve e os Sete Anões”, sendo o resultado bem inusitado.
O fato mais interessante é a questão dos bruxos: eles não são vistos com bons olhos por conta de sua natureza misteriosa e suas habilidades perigosas. Na verdade eles são considerados quase que mercenários, simples ferramentas para acabar com ameaças bestiais — basta pagar o preço. 

Geralt é um Bruxo, que na saga significa que ele recebe para matar monstros.  Mas Geralt tem, além do talento de Profissional no extermínio de monstros , princípios que outros bruxos não tem.
Gostei também do fato de ele sempre querer quebrar esse paradigma dos bruxos: ele é leal, justo e acredita que nem todos os problemas precisam ser resolvidos com morte — e ele prova isso o tempo todo.

Não irei contar muita coisa porque ia ser um baita spoiler.
Já quero ler o segundo livro da saga, e assim que ler trago mais informações.
Gostei muito, recomendo.

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